Dieta
equilibrada pode ajudar a prevenir o aparecimento de Cálculo Renal
A dor causada pelo cálculo renal quando em vias de
eliminação é muito forte, aguda. É uma dor lombar alta, unilateral, pois
raramente se manifesta nos dois lados das costas. Diferente da dor crônica, esta
irradia-se pelo flanco (região lateral do abdômen), pela pelve e pode se
refletir nos genitais, à medida em que o cálculo progride pelas vias urinárias.
Além da dor intolerável, que
faz até com que alguns pacientes desfaleçam, este quadro está relacionado também
a outros sintomas, tais como: vômitos, febre, dor para urinar, sangue na urina,
mas o sintoma clássico é mesmo dor aguda, forte e intensa que muitas mulheres
comparam à dor de parto. Na verdade, entre as dores que podem ocorrer nas costas
e no abdômen, talvez esta seja mesmo a de maior intensidade. Diagnosticando Para
ter a certeza de que se trata de um caso de cálculo renal, o urologista se
baseia na cólica renal clássica apresentada nos momentos de crise. Entretanto,
alguns pacientes têm cálculo renal sem dor ou com dor leve lombar, o que é muito
perigoso. Há casos em que a pedra migrou para o ureter, provocou um pouco de
dor, que desapareceu depois de algum tempo, apesar de ela não ter sido
eliminada. Isso pode causar a obstrução das vias urinárias, colocando em risco o
rim do paciente.
O exame de urina, um ultrassom das vias urinárias ou, em casos especiais, uma
tomografia helicoidal multi-slice são vitais para o diagnóstico preciso da
doença. É importante ressaltar que cálculos pequenos, de até 5 mm, também
precisam ser tratados.
O diagnóstico correto é muito
importante para diferenciar um quadro de cólica renal de outros que também
causam dores agudas como: apendicite, inflamação ou perfuração intestinal,
inflamação e infecção ginecológica dos anexos, dentre tantas outras
possibilidades.
O papel
da dieta
O cálculo renal pode ter origem
hereditária em muitos casos, mas na grande maioria são ocasionados por algum
distúrbio metabólico que faz com que os cristais, normalmente eliminados pela
urina, se precipitem e formem a pedra. São dez os erros metabólicos conhecidos,
sendo que a hiper-absorção de cálcio pelo intestino, é apenas um deles, passível
de correção com uma dieta rica em cálcio. Nas outras nove possibilidades, além
de mudanças na dieta alimentar, é necessário correção com medicação ou
suplementação mineral.
Alguns cálculos são decorrentes do excesso de ácido úrico ou oxalato de cálcio
na urina, de infecções urinárias de repetição, de falta de citrato ou de uma
doença chamada cistinúria. Em mais de 50% dos casos, seja em homens, seja em
mulheres, eles são formadas por oxalato de cálcio. Feito o diagnóstico,
recomenda-se uma avaliação metabólica porque a abordagem terapêutica e o
prognóstico podem ser diferentes de acordo com o tipo de cálculo.
Para saber o tipo de cálculo, é necessário fazer a análise laboratorial da pedra
expelida pelo organismo. Como nem sempre isso é possível, pode-se recorrer a
exames de urina e sangue para estabelecer as dosagens de oxalato, do cálcio
sérico e urinário, do ácido úrico, da cistina ou do citrato presentes no
organismo.
Cada tipo de cálculo pode demandar uma abordagem específica de tratamento. Para
evitar a formação de novos cálculos pode-se recorrer a tratamentos não
farmacológicos e a tratamentos farmacológicos. Se o paciente apresenta algum
distúrbio metabólico intestinal, interferir na dieta, por exemplo, pode ser uma
boa opção.
Alguns fatores dietéticos estão relacionados com a maior produção de cálculos
renais. Reduzir a ingestão de sal tem efeito benéfico sobre a formação de
cálculos. A mesma coisa acontece com as proteínas. Dietas hiper-protéicas
favorecem o aparecimento de pedras nos rins se o erro metabólico apontar para
esta causa. A ingestão de líquidos também deve ser maior, de dois a três litros
por dia, o necessário para urinar pelo menos dois litros por dia.
O ideal é que essa ingestão de líquidos seja homogênea durante as 24 horas. Os
refrigerantes e o suco de tomate, se tomados todos os dias, em pacientes
propensos favorecem a formação de cálculos renais. A vitamina C que muitas
pessoas tomam regularmente porque acham que é bom para a saúde, em altas doses,
estimula a excreção de oxalato que pode provocar aumento na freqüência dos
cálculos. Por isso, a automedicação com vitamina C, em grandes doses e por longo
período de tempo, deve ser evitada.

Para prevenir os cálculos, ao invés de restrições
alimentares baseadas em estudos metabólicos, muitos nutricionistas e médicos naturopatas já estão orientando a ingestão de uma grande
quantidade de líquidos (especialmente água) para garantir um débito
urinário de pelo menos 2 litros por dia e o uso de um suplemento
nutricional chamado NQI, que mostra resultados positivos em praticamente todos
os tipos de cálculo e pode ser considerado uma das formas mais eficazes de prevenir
a reincidência do problema e a formação de novas pedras nos rins.
|