Saiba mais sobre tratamentos de Cálculo Renal e o popular cateter DUPLO J
Em geral, o tratamento adotado pela maioria dos médicos é
conservador, com a administração de antiinflamatórios e grande
ingestão de líquidos para tentar "empurrar" a pedra para fora.
Segundo muitos destes urologistas (e alguns nefrologistas), cálculos menores que
5mm (0,5cm) saem espontaneamente e somente cálculos a partir deste tamanho devem
ser tratados, normalmente com o uso da litotripsia (LECO).
Na opinião unânime de todos os especialistas que colaboram neste site, isto é um
absurdo, pois sabendo-se as dores e os riscos de lesões que uma pedra a partir
de 2mm pode provocar em uma pessoa, deve-se sim buscar tratamento para todas as
pedras existentes e diagnosticadas.
Apenas o aumento da ingestão de líquidos não garante uma solução para o problema
e ainda pode gerar traumas e sequelas ao sistema urinário.
Atualmente existem produtos muito eficientes como o rowatinex e o NQI, os quais
deveriam ser utilizados nestes casos, além de outros medicamentos alopáticos que
possivelmente poderiam ser prescritos por um especialista.
Também é um absurdo que mesmo sabendo dos riscos de desenvolvimento de diabetes
mellitus e de hipertensão arterial que podem ser ocasionados pela litotripsia (LECO),
a maioria dos urologistas segue indicando este tratamento de forma
indiscriminada.
Um procedimento que vem se popularizando em outros países da América do Norte e
da Europa, mostrando excelentes resultados na eliminação rápida e segura dos
cálculos renais é a Endoscopia flexível com Holmium Laser. Infelizmente este
tratamento ainda é pouco utilizado no Brasil devido aos altos custos e aos
poucos médicos que possuem capacitação para uso desta moderna técnica.
No caso dos métodos convencionais de tratamento normalmente utilizados pela
maioria dos médicos (Litotripsia, Ureterolitotripsia, Nefrolitotomia e
cirurgias), adota-se o uso do cateter DUPLO J.
Após qualquer manipulação do ureter, este pode apresentar um grau de edema
secundário a reação inflamatória, que por si só pode obstruir a passagem de
urina e de restos de cálculos que ainda possam permanecer. Por isso, costuma-se
inserir um cateter chamado de DUPLO J, ou rabo de porco (pig-tail em inglês),
para garantir a permeabilidade da via manipulada.

O cateter apresenta as duas extremidades em forma parecida com a letra J, daí o
seu nome. O Duplo J apresenta furos em seu trajeto que permitem o escoamento da
urina.

Uma ponta fica dentro do rim e a outra dentro da bexiga. Portanto, mesmo que
haja obstrução em algum ponto do ureter, independente da causa, o duplo J
garante a permeabilidade da via urinária. Este cateter pode permanecer por
várias semanas até que o urologista ache seguro retirá-lo.

Após a colocação do duplo J pode haver dor lombar e abdominal,
ardor ao urinar e sangramentos na urina durante alguns dias. Se houver febre,
dor excruciante ou sangramento exuberante com coágulos, deve-se contatar o
urologista para uma reavaliação.
A retirada do cateter é um procedimento simples e feito por via
endoscópica com um cistoscópio. Entra-se pela uretra com esse endoscópio e
puxa-se o cateter para fora. Se não houver complicações como aderências ou
deslocamentos do duplo J, a retirada é um procedimento rápido, e algumas vezes
até indolor.
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